Método 1 — EBITDA, receita, EBIT
Múltiplos de mercado
Quando usar: Método dominante em PME. Rápido, comparável, alinhado com prática M&A.
Como funciona: Calcula-se o EBITDA normalizado e aplica-se o múltiplo do setor (3x–10x). O resultado é o Enterprise Value. Ajusta-se dívida líquida e ativos non-core para obter o Equity Value.
Vantagens
- · Rápido
- · Fácil de comunicar
- · Baseado em dados de mercado
Limitações
- · Sensível à qualidade dos comparáveis
- · Pode ignorar particularidades da empresa
Método 2 — Free cash flow + WACC
Fluxos de caixa descontados (DCF)
Quando usar: Empresas com plano de negócios credível e visibilidade a 5+ anos. Usado como validação em processos formais.
Como funciona: Projetam-se os free cash flows a 5–10 anos, calcula-se valor residual (Gordon ou múltiplo de saída) e desconta-se ao WACC. Somam-se ativos non-core e subtrai-se dívida.
Vantagens
- · Reflete o valor intrínseco
- · Permite análises de sensibilidade
Limitações
- · Altamente sensível a WACC e crescimento perpétuo
- · Só funciona com projeções credíveis
Método 3 — Ativos a valor de mercado
Valor patrimonial ajustado
Quando usar: Empresas com forte peso de ativos tangíveis, holdings, imobiliárias, empresas em descontinuação.
Como funciona: Avalia-se cada ativo ao valor de mercado (imobiliário, equipamentos, existências, participações). Subtraem-se todos os passivos. Ignora goodwill operacional.
Vantagens
- · Objetivo
- · Fácil de verificar
Limitações
- · Ignora rentabilidade operacional
- · Não captura goodwill
Método 4 — Transações M&A recentes
Comparáveis transacionais
Quando usar: Calibração dos múltiplos usados no método 1. Sempre útil como sanity check.
Como funciona: Identificam-se transações recentes de empresas semelhantes (setor, geografia, dimensão), extraem-se os múltiplos pagos e ajustam-se por prémio de controlo e diferenças específicas.
Vantagens
- · Baseado em preços realizados, não em teoria
Limitações
- · Dados escassos em Portugal para PME < €10M EV
- · Comparabilidade limitada